...vá e carrega consigo a culpa do meu vício: ladrão desses gozos de tardes vadias agora vazias e eu nas lembranças dos sevícios teus. Assim e neste gosto de maçã verde, fincam meus olhos agarrados num filme tosco sem lágrimas pra derramar. Aquela brisa austral que você trouxe para meus dias tronchos perde cor e mata de sede esta língua que murcha sentida da flor que não vingou. Se o tempo é, as vez chamo Deus, esse sádico devasso a possuir dias meus: hora sua devoção, hora mordida de cascavel. Esta tarde agora madorna gruda na pele um sol do meio dia deste verão sem noção de ser. O tempo é ladrão de nós.
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